Um artigo escrito por pesquisadores da IBM e publicado na revista Nature explorou uma forma de se armazenar dados em um único átomo – a menor unidade controlável da matéria. Para isso, os cientistas da empresa criaram um modelo reduzido ao extremo do que vemos hoje em HDs e assim conseguiram armazenar um bit em uma pequena partícula de hólmio. Em termos práticos, isso significa que no futuro possivelmente teremos discos rígidos do tamanho de um cartão de crédito.

Para a experimentação, o grupo alocou um átomo de hólmio em uma superfície de óxido de magnésio de forma que os polos magnéticos se estabilizem e se invertam após uma descarga de 150 milivolts, realizando assim a gravação dos dados. Tal qual em um HD convencional, o átomo passou a interpretar os choques como valores binários de 0 e 1. Para conseguirem realizar tudo isso, os pesquisadores precisaram usar um microscópio refrigerado a nitrogênio e patenteado pela própria IBM.

Na dúvida sobre a estabilidade do armazenamento, os cientistas colocaram um átomo de ferro perto do experimento para verificarem se o estado magnético não estava sendo interferido pelo ambiente – o que não aconteceu, provando que a experiência tem solidez o suficiente para realizar de forma eficaz o que propôs.

Por enquanto é cedo para especular os efeitos práticos do experimento na vida dos usuários comuns, mas certamente abre precedentes para discos rígidos cada vez menores e com cada vez mais armazenamento.

Fonte: jovemnerd

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